O clube londrino apresentou uma proposta formal pelo jovem talento do Benfica. Com o “xeque-mote” financeiro da Premier League, os Hammers tentam ultrapassar a concorrência de Roma, Parma e Juventus.
O futuro de Andreas Schjelderup parece estar cada vez mais longe do Estádio da Luz, pelo menos no curto prazo. O extremo norueguês de 21 anos, que continua a procurar o seu espaço de afirmação em Lisboa, tornou-se o centro de uma disputa de mercado que ganhou agora um novo e poderoso protagonista: o West Ham.
A cartada de Nuno Espírito Santo
Sob forte pressão devido a uma crise de resultados na Premier League — sem vitórias há dois meses —, o técnico português Nuno Espírito Santo identificou em Schjelderup o perfil ideal para injetar criatividade no ataque dos Hammers. Segundo o jornalista Gianluca Di Marzio, a proposta formal já terá chegado às mãos da SAD do Benfica, colocando o clube inglês na pole position face ao interesse histórico de emblemas italianos como a AS Roma e o Parma.
Este movimento confirma a agressividade do West Ham neste mercado de inverno, que já investiu fortemente no setor ofensivo com as contratações de:
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Pablo Felipe (ex-Gil Vicente): 23 milhões de euros.
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Taty Castellanos (ex-Lazio): 30 milhões de euros.
O impasse na Luz
Apesar do talento inegável que demonstrou no Nordsjælland, Schjelderup não conseguiu “explodir” sob o comando de Roger Schmidt e, mais recentemente, de Bruno Lage. Mesmo com a chegada de José Mourinho ao banco das águias e as ausências por lesão de Bruma e Lukebakio, o norueguês continua a ser utilizado de forma intermitente, partindo quase sempre do banco de suplentes.
“O Benfica acredita no potencial de Schjelderup como um ativo de valorização futura, mas entende que o jogador precisa de minutos que a Luz, neste momento, não consegue garantir.”
Itália ou Inglaterra: O dilema do jogador
A decisão agora recai sobre o modelo de saída. Embora o Benfica privilegie um empréstimo que permita ao atleta rodar num campeonato competitivo, o poderio financeiro do West Ham pode forçar uma reavaliação dos moldes do negócio.
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A Opção Italiana: Parma e Roma oferecem contextos de crescimento técnico e tático distintos, com a Juventus também a observar atentamente.
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A Opção Inglesa: A Premier League oferece a maior montra do mundo, mas num contexto de alta pressão em que o West Ham luta para sair da metade inferior da tabela.
Com o mercado a entrar na sua fase decisiva, as próximas horas serão cruciais para definir se o destino de Schjelderup passa pelo rigor tático da Serie A ou pela intensidade física de Londres.