Ao contrário do que chegou a ser especulado, a reunião pós-jogo entre o árbitro João Pinheiro e o mentor designado, Lucílio Baptista, não foi a causa da demora na saída das equipas de arbitragem do estádio.
De acordo com informações apuradas, o atraso verificado no Estádio da Luz deveu-se exclusivamente à complexidade e ao volume de trabalho inerente ao preenchimento do relatório do jogo. Devido ao elevado número de incidências registadas tanto durante o decorrer da partida como no período pós-jogo, a equipa de arbitragem teve de proceder a um relato exaustivo de todos os acontecimentos, o que prolongou significativamente os procedimentos administrativos.
O papel do “mentor”
É prática habitual do Conselho de Arbitragem nomear um mentor para acompanhar os jogos de maior relevo. A função deste elemento — neste caso, o antigo árbitro Lucílio Baptista — é reunir-se com o juiz da partida após o apito final para realizar o habitual debriefing e escalpelizar os factos ocorridos.
Contudo, fontes próximas garantem que, embora a reunião entre o mentor e o árbitro tenha efetivamente ocorrido, esta não interferiu nem atrasou a elaboração do relatório oficial. O foco da equipa esteve totalmente centrado na precisão da descrição de todos os incidentes da partida, garantindo que o documento final refletisse fielmente o que se passou no relvado e nos seus arredores.