O Ministério Público e as forças de segurança iniciaram uma investigação para apurar as causas e os responsáveis pelo foco de incêndio que atingiu a bancada dos adeptos visitantes no Estádio Municipal de Arouca, este sábado.
O episódio, que marcou os instantes finais da vitória do Benfica por 1-2, levantou sérias questões sobre as condições de segurança e o controlo de engenhos pirotécnicos em recintos desportivos. O fogo, que deflagrou na sequência do segundo golo da equipa encarnada, consumiu material de apoio e danificou cabos da estrutura de transmissão televisiva, obrigando a uma operação de emergência pelos bombeiros enquanto a partida decorria.
Investigação e responsabilidades
Fontes ligadas à investigação confirmaram que as autoridades já estão a analisar as imagens das câmaras de videovigilância do estádio. O objetivo é identificar os indivíduos que manusearam material inflamável ou pirotécnico na zona afetada.
“Tratou-se de uma situação de elevado risco que poderia ter tido consequências trágicas se não fosse a rápida intervenção dos operacionais no terreno”, referiu um responsável da Proteção Civil local.
Reações das partes envolvidas
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FC Arouca: O clube da casa lamentou os danos materiais causados à infraestrutura e garantiu estar a colaborar estreitamente com as autoridades para que os responsáveis sejam punidos.
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SL Benfica: Em comunicado, o clube lisboeta repudiou o comportamento dos adeptos envolvidos, sublinhando que as atitudes verificadas não representam os valores do clube e comprometendo-se a ajudar na identificação dos prevaricadores.
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Liga Portugal: A organização do campeonato deverá analisar o relatório do delegado ao jogo nas próximas horas e poderá aplicar sanções disciplinares a ambos os emblemas, dependendo do grau de responsabilidade atribuído na falha de segurança.
Apesar do aparato e do susto que deixou os adeptos e os profissionais de televisão em alerta, não houve registo de feridos entre os presentes na bancada ou o pessoal técnico. O incidente volta a colocar na ordem do dia o debate sobre a proibição de pirotecnia nos estádios portugueses e a eficácia das revistas à entrada dos recintos.