Nota máxima de insatisfação: FPF penaliza equipa de campo e VAR por erros cruciais na meia-final da Taça da Liga, incluindo um penálti por assinalar a favor das águias.
O Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol oficializou, esta sexta-feira, o que as crónicas de jogo já anteviam: a prestação da equipa de arbitragem no clássico entre SL Benfica e SC Braga, referente à meia-final da Taça da Liga, foi negativa. João Pinheiro e a equipa de videoarbitragem (VAR) receberam a nota de “insatisfatório”, o patamar mais baixo da escala de avaliação federativa.
O Raio-X do Erro: Penálti e Cartões no Centro da Polémica
A análise técnica do CA validou as queixas que marcaram o pós-jogo do passado dia 7 de janeiro. Segundo o relatório agora tornado público, houve três momentos determinantes que ditaram a reprovação:
Grande Penalidade Omitida: O erro mais grave prende-se com uma falta não assinalada na área do SC Braga a favor do Benfica. O CA considera que o lance era passível de castigo máximo e que houve falha na interpretação em campo.
Inação do VAR: A classificação negativa estendeu-se à Cidade do Futebol. O videoárbitro foi penalizado por não ter alertado João Pinheiro para a correção do lance do penálti, falhando na sua missão de retificar erros claros e óbvios.
Gestão Disciplinar Deficiente: O relatório aponta ainda falta de rigor na amostragem de cartões. O CA entende que ficaram por exibir cartões vermelhos a Nicolás Otamendi (ainda na primeira parte) e a Benjamín Rollheiser, decisões que poderiam ter alterado o figurino estratégico da partida.
Um Caso Isolado Num Mar de Notas Positivas
A reprovação deste encontro ganha contornos de maior gravidade quando comparada com o restante panorama nacional. Na outra meia-final da prova, entre Sporting CP e Vitória SC, o desempenho da arbitragem foi classificado como “satisfatório”.
Da mesma forma, a 17.ª jornada da Liga Portugal foi marcada por uma estabilidade invulgar, com todos os jogos a receberem notas positivas (entre “satisfatório” e “muito satisfatório”). No futebol profissional, apenas o duelo da Liga 2 entre Lusitânia Lourosa e Leixões acompanhou o Benfica-Braga no registo negativo.
Impacto e Consequências
Embora o resultado de 3-1 a favor dos minhotos seja irreversível, a nota negativa funciona como uma admissão de culpa institucional. Para o Benfica, é o reconhecimento tardio de prejuízo num jogo de eliminação direta; para João Pinheiro e a sua equipa, a nota implica uma descida na classificação de desempenho que pode ter impacto direto nas futuras nomeações para jogos de alta visibilidade.
O debate sobre a eficácia do VAR volta, assim, para o topo da agenda desportiva, num momento em que a consistência das decisões é cada vez mais exigida pelos clubes e adeptos.