Sábado, Março 21, 2026
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O regresso de Rúben Amorim ganha força em Londres

A possível chegada de Rúben Amorim aos Spurs traz uma mudança estrutural clara em relação ao que Igor Tudor tem tentado implementar. O treinador português é um defensor acérrimo do sistema com três centrais, algo que, à primeira vista, oferece uma nova vida ao atual plantel do Tottenham.

A solidez defensiva como prioridade

O principal problema de Tudor tem sido a fragilidade da linha defensiva, que se mostrou incapaz de lidar com transições rápidas — como se viu contra o Atlético de Madrid. Amorim privilegia uma organização defensiva muito rígida, onde os três centrais protegem o corredor central e os alas têm uma responsabilidade dupla: ser profundos no ataque, mas fechar como defesas laterais no momento de perda. Para jogadores como os laterais ofensivos do Tottenham, essa seria a maior curva de aprendizagem, exigindo uma disciplina tática que não se viu até agora.

O papel central dos médios

No sistema de Amorim, a dupla de médios-centro é o motor de tudo. O técnico exige um equilíbrio absoluto entre um médio mais posicional e um construtor de jogo (o famoso “box-to-box”). O plantel do Tottenham possui perfis técnicos interessantes para este papel, mas que têm estado desaproveitados. Com Amorim, a posse de bola deixaria de ser apenas acumulação para ser um instrumento de controlo territorial, algo que poderia proteger uma defesa que tem sofrido muitos golos por exposição excessiva.

O ataque móvel

Um dos traços de marca de Amorim é a utilização de um trio atacante altamente móvel. Em vez de depender apenas de um ponta-de-lança fixo, o técnico prefere jogadores que saibam explorar os espaços entrelinhas. Isso permitiria que as estrelas do ataque dos Spurs tivessem mais liberdade de movimentos, criando superioridade numérica em zonas de finalização, algo que tem faltado nas exibições cinzentas desta época.

O desafio cultural e a mentalidade

Mais do que a tática, o maior desafio de Amorim seria o “choque de mentalidade”. O treinador é conhecido por blindar o balneário e exigir uma intensidade extrema. Se conseguir transmitir a mesma resiliência que mostrou em Portugal, poderá transformar um grupo atualmente desmoralizado e sem rumo tático numa unidade coesa e difícil de bater.

Em suma, a transição para o modelo de Amorim exigiria que os jogadores comprassem a ideia de um jogo menos vertiginoso e mais posicional, mas, dadas as fragilidades atuais da equipa, esta mudança parece ser exatamente o que a estrutura do Tottenham precisa para estancar a crise.

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