Com a incerteza sobre a disponibilidade de Fredrik Aursnes para o embate de domingo frente ao FC Porto, José Mourinho prepara o “plano B” para um meio-campo que pode perder a sua principal peça de equilíbrio.
A possível ausência de Fredrik Aursnes, devido a problemas na face posterior da coxa esquerda, coloca uma questão central na Luz: como manter a solidez do Benfica num jogo de elevada exigência física e tática? Desde que chegou, o norueguês tornou-se o “fiel da balança” da equipa, mas as declarações de Mourinho após o jogo em Barcelos sugerem cautela.
As opções na mesa de Mourinho
Se o departamento clínico confirmar a paragem do camisola 8, o técnico encarnado terá de ajustar as peças no xadrez do meio-campo. Eis as soluções mais prováveis:
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Barrenechea, a aposta natural: O médio, que rendeu Aursnes logo aos 50 minutos contra o Gil Vicente, surge como o substituto mais direto. Com características de maior pendor defensivo, a sua entrada permitiria libertar outros criativos, mas exigiria um ajuste no ritmo de jogo da equipa.
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Recuo de um médio ofensivo: Mourinho poderá optar por dar mais liberdade a um médio de cariz mais técnico, recuando um dos jogadores do trio de ataque para o meio-campo, estratégia que já utilizou em momentos de maior necessidade ofensiva.
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Alteração estrutural: Não está descartada a possibilidade de uma mudança tática, reforçando o corredor central com mais um elemento, para evitar a superioridade numérica do FC Porto na zona nevrálgica.
A importância de um pilar
Aursnes não é apenas um jogador regular; é um elemento de inteligência tática que permite ao Benfica oscilar entre o bloco baixo e a pressão alta sem perder a organização. A sua ausência obrigaria a equipa a adaptar-se a um novo ritmo, algo arriscado num Clássico onde as margens de erro são mínimas.
A decisão final deverá ser tomada apenas no sábado, após o último treino de adaptação ao Estádio da Luz. Até lá, o estado físico do internacional norueguês continua a ser a maior incógnita nos corredores da formação encarnada.