Com o mercado de inverno a decorrer, a administração azul e branca traçou uma linha vermelha: os pilares da equipa só saem pelo valor das cláusulas. Quinze jogadores são considerados “intocáveis” para garantir a estabilidade na luta pelos títulos.
O FC Porto não quer surpresas na reabertura do mercado. Numa decisão estratégica para proteger o projeto desportivo de Francesco Farioli, a SAD portista fechou as portas a qualquer saída precipitada dos seus principais ativos. A mensagem enviada aos interessados é clara: no Dragão, o “onze-base” não está à venda, a menos que os valores das cláusulas de rescisão sejam integralmente batidos.
A Lista dos 15 “Intocáveis”
A estrutura diretiva identificou cerca de 15 jogadores que compõem a espinha dorsal da equipa. Estes atletas, que gozam da total confiança do técnico italiano, estão protegidos por contratos de longa duração — a maioria com validade até 2028 — e cláusulas de rescisão proibitivas para a janela de transferências de janeiro.
Entre os nomes que lideram esta lista de ativos protegidos encontram-se:
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Samu Aghehowa: O homem-golo e principal referência ofensiva.
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Rodrigo Mora: A jóia da coroa com enorme potencial de valorização.
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Alberto Costa e Victor Froholdt: Peças fulcrais no equilíbrio tático de Farioli.
A estratégia visa evitar o “desmantelamento” a meio da época, algo que historicamente penaliza o rendimento desportivo e obriga a adaptações táticas complexas num período crítico do calendário.
Exceções: O Caso de Tomás Pérez e Yann Karamoh
Apesar da intransigência em relação aos titulares, o plantel não está totalmente estanque. A SAD azul e branca admite dois cenários de saída, embora por razões distintas:
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Tomás Pérez: O jovem médio argentino, que ainda não somou minutos na equipa principal esta época, é visto como um ativo a valorizar. Um empréstimo para um clube onde possa jogar com regularidade é o cenário mais provável.
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Yann Karamoh: A situação do extremo francês está pendente de entradas. Se o FC Porto conseguir concretizar a contratação de um novo reforço para as alas, Karamoh terá “guia de marcha” para procurar novo destino.
Estabilidade acima do Lucro Imediato
Historicamente, o mercado de janeiro é conhecido por investimentos cautelosos. Ao exigir o valor das cláusulas, o FC Porto coloca-se numa posição de força, ciente de que poucos clubes estarão dispostos a realizar investimentos faraónicos a meio do campeonato.
Para os responsáveis portistas, a continuidade dos processos e a coesão do balneário são prioridades absolutas face aos objetivos traçados para a segunda metade da temporada. O foco é a solidez; a revolução fica adiada para o verão.