O empate a duas bolas entre Benfica e FC Porto continua a dar que falar, especialmente devido a um lance específico na grande área portista que gerou intensos protestos por parte dos adeptos encarnados. O embate entre o guarda-redes Diogo Costa e o avançado Pavlidis foi o foco da análise de Pedro Henriques, antigo árbitro e comentador do jornal A Bola.
A visão do especialista
Em análise minuciosa aos diversos ângulos da jogada, Pedro Henriques sustentou a decisão tomada no terreno de jogo pelo árbitro João Pinheiro. Segundo o especialista, não se trata de uma grande penalidade.
Henriques argumenta que:
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Dinâmica do lance: O avançado grego do Benfica é quem procura e promove o contacto físico com o guardião portista.
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Posicionamento: A forma como ambos os jogadores se posicionam no momento do choque não configura, para o analista, uma infração punível com castigo máximo.
Silêncio do VAR
Apesar da intensidade do lance, João Pinheiro nada assinalou no momento, optando por mandar seguir a partida. A equipa de vídeo-arbitragem (VAR), em sintonia com a decisão do árbitro de campo, também não considerou necessário intervir ou sugerir a revisão da jogada através do monitor colocado no relvado.
O resultado de 2-2, que acabou por ser o desfecho final deste clássico eletrizante, continua agora sob o escrutínio dos adeptos e da crítica especializada, reabrindo o eterno debate sobre os critérios de arbitragem em lances divididos dentro da área.