O ambiente nos bastidores da Liga Portugal atingiu um ponto de rutura. Após o desfecho polémico no confronto entre FC Porto e Arouca, o Sport Lisboa e Benfica subiu o tom do seu discurso e prepara-se agora para levar a sua contestação às instâncias superiores, ultrapassando as fronteiras nacionais.
O “Ponto de Rutura”
A decisão de avançar com processos contra a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Liga Portugal não é, segundo fontes próximas da Luz, um ato isolado. O clube encara o lance capital do último jogo do FC Porto como a “gota de água” de um padrão que, segundo a estrutura encarnada, coloca em causa a integridade desportiva da competição de forma sistemática.
A Estratégia do Benfica
O clube não quer limitar a disputa aos órgãos de justiça desportiva nacionais, nos quais manifesta perda total de confiança. A estratégia delineada pela SAD benfiquista foca-se em três eixos principais:
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Queixa Formal: Preparação de dossiê jurídico contra a FPF e a Liga, fundamentado no que o clube descreve como “parcialidade sistémica”.
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Pressão sobre a UEFA: O Benfica solicitou formalmente a atenção do organismo europeu para o estado atual da arbitragem no campeonato português, defendendo que a imparcialidade do processo de jogo está comprometida.
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Aceleração de Litígios: Em paralelo, o clube intensificou a pressão para que o processo envolvendo Gianluca Prestianni e Vinícius Júnior — que aguarda resolução nas instâncias da UEFA — receba um veredito célere, servindo de teste à eficácia da intervenção externa nos temas disciplinares do clube.
Reação do Setor
O clima é de expectativa tensa entre os demais clubes e comentadores. Se esta ação avançar, o futebol português enfrenta uma crise de governança sem precedentes, que coloca o VAR e a própria estrutura organizadora da Liga no centro do furacão.